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O retorno ao terroir original da perfumaria

Há quem pense que Grasse ainda é nada mais que um destino turístico, um túnel do tempo da história da perfumaria, uma viagem ao passado e aos tempos de glória dessa alegoria do século XVII… que cresceu como berço da perfumaria a partir do cultivo local de jasmim, rosa, tuberosa, flor de laranjeira, violeta, íris, gerânio… e que perdeu seu espaço para a perfumaria moderna conforme os sintéticos cresceram nas fórmulas, em quantidade e em menor custo. Mas a história não é bem assim.

Grasse, 400 anos depois…volta a estar em evidência! Para conta-la, temos o Museu de Grasse. Mas sua atividade econômica não ficou nos capítulos passados e está em plena efervescência.

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Museu Internacional da Perfumaria em Grasse – Acervo pessoal 2016

Grasse atualmente não só possui campos de cultivo de algumas maisons, dentre elas Dior e Chanel, em linha com sua origem e tradição, como também é um polo de estudo de naturais representado por pequenas e por grandes casas de fragrância do mundo. Porém, o que vem realmente atraindo a atenção e dando novo brilho e projeção para a região são movimentações que envolvem o coração da perfumaria: a indústria criativa de perfumes.

São 4 os acontecimentos que marcam essa mudança no espírito criativo da cidade:

1. A Maison Hermès, com seu perfumista exclusivo – Jean Claude Ellena – ele mesmo de Grasse, contribuiu com a revalorização dos ingredientes da região e atraiu de volta os olhares para uma cidade que tinha se tornado um polo industrial.

2. O Atelier Louis Vuitton, com o perfumista Jacques Cavalier. Em Junho de 2016, a Maison LVMH abriu as portas de sua propriedade adquirida em Grasse em 2013: Fontaines Parfumées (Fontes Perfumadas). O espaço tem seu papel como centro criativo para o perfumista e nariz da Maison, Jacques Cavalier. Deste atelier inspirador, sairia agora em Setembro a tão esperada e anunciada coleção exclusiva da marca, assinada por ele.

3. O retorno da Dior. A restauração do Château de La Colle Noire pela Maison Dior está longe de ser simbólico. Localizado na região de Grasse, nesse castelo, Christian Dior se inspirava com os campos de rosas de maio e de jasmim. Por muito tempo esquecido, o castelo foi resgatado, totalmente repaginado e depois reaberto com o lançamento do perfume com o mesmo nome agora no verão 2016, La Colle Noire, na exclusiva Collection Privée – uma criação que valoriza a Rosa de Maio, ou Rosa de Grasse, como também é chamada pelo perfumista da Maison, seu criador. Esse lançamento também sela a nova parceria da Maison com jovens produtores locais de flores marcando a presença da Maison no terroir de Grasse e simbolizando o retorno da marca às suas origens.

4. A Escola Francesa de Perfumaria Cinquième Sens abre sua filial em Grasse. Completando 40 anos em Paris em 2016, aos pés da Torre Eiffel, a Cinquième Sens se estabeleceu como um centro independente de formação e conhecimento em perfumaria. Com o reconhecimento do público e da indústria, agora a escola abre seu espaço em Grasse, ministrando cursos especializados. Sob o tema “Da flor ao Perfume”, em uma imersão de 3 dias, a Escola abriu sua primeira turma na cidade.

O “terroir” de Grasse está sendo redescoberto e no coração deste movimento está a associação de produtores – Les fleurs d’Exceptión du Pays de Grasse – que representa a nova geração de agricultores locais determinados a preservar a herança cultural agrícola tão intrínseca à identidade local, fruto do trabalho dos seus ancestrais.

Para conhecer mais a associação visite: www.fleurs-exception-grasse.com

Publicado originalmente em Brazil Beauty News

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