Um dos elementos essenciais da composição de um perfume é a água.

“Eau” em francês, quando usamos a água para definir a concentração do perfume (eau de parfum, eau de cologne, eau fraiche, eau de toilette), também estamos harmonizando a fragrância para determinada ocasião. Dias quentes com pouco vento combinam mais com um eau de toilette, enquanto encontros mais próximos ou mais sérios são bem representados pelo poder dos eau de parfums.

Nos dias atuais, a perfumaria adotou o nome L’Eau para famosas criações, mas como explicar o que são?

Emprestando a linguagem da maquiagem, podemos dizer que perfumes L’Eau são como o “glass-skin” da perfumaria: são perfumes mais leves, mais simplificados, com um novo equilíbrio entre os ingredientes presentes nos originais. Porém, o sucesso atual de perfumes l´eau tem raízes antigas.

Em 1968, a marca de nicho Dyptique lançou sua primeira fragrância, o “L’Eau” (a água), um floral de gerânios com overdose de spices (cravo-da-índia e canela) inspirado em uma receita farmacêutica de pomadas do século 16. Até 1992, perfumes com sobrenome “L’Eau” estavam restritos a perfumarias de nicho, como L’Artisan Parfumeur (L’Eau d’Ambre, 1978) e Annick Goutal (L’Eau D’hadrien, 1981). Justamente nesse ano, o lançamento L’Eau d’Issey, de Issey Miyake, marcou na perfumaria moderna com o habilidoso uso do potente calone com florais brancos, que resultou em um perfume leve, aquático e muito feminino.

Até o final da primeira década de 2000, apenas a marca Kenzo aderiu uma linha de perfumes “L’Eau” próxima em conceito e proposta de Issey Miyake, que continuava a sua linha de produtos.

A tendência de perfumes L’Eau se reformulou e fortaleceu a partir de 2008, com clássicos da perfumaria reinterpretados – Dolce & Gabbana The One L’Eau (2008), Habit Rouge L’Eau, de Guerlain (2011), Chloé L’Eau (2012), entre outros – tomando a forma que encontramos hoje nas prateleiras.

Um exemplo certo do que estamos falando é o Chanel Nº5 L’Eau, a essência de uma época icônica que trouxeram para os dias atuais em um formato mais moderno, com notas transparentes, cítricas, de mais fácil aceitação. Também entraram na onda Narciso For Her,  Azzaro Pour Homme, Amor Amor, La Vie Est Belle e tantos outros…

A tendência se mantém até os dias atuais. A L’Occitane em Provence recentemente lançou “Terre de Lumiene L’Eau”, uma versão mais fresca e floral com peônia e notas solares.  Com o verão despontando aqui no Brasil, vale apostar em um perfume L’Eau até para passeios.

E você, usa e já tem um L’Eau favorito? Conta pra gente!

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